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EXPO: Equilíbrio Instável — Gustavo Ferro e Nei Franclin

junho 7, 2011

Estúdio Valongo recebe Estúdio Valongo recebe a exposição Equilíbrio Instável de Gustavo Ferro  e Nei Franclin .

Abertura: sábado, 11 de junho, às 15h00  – conversa com os artistas + lançamento da publicação GF/NF #0 + intervevenção sonora

Equilíbrio Instável

Gustavo Ferro e Nei Franclin
R. Visconde de Vergueiro, nº 6 – sobreloja Centro – Santos/SP
www.estudiovalongo.org
contato@estudiovalongo.org
(13) 81416395 – 81487348

Gustavo ferro | Nei Franclin | Publicação GF/NF #00

Gustavo ferro | Nei Franclin | Publicação GF/NF #00

Equilíbrio Instável

O fazer artístico neste início do novo milênio desfruta de uma situação particular, esta produção que já nasceu na Pós Contemporaneidade possui alguns benefícios e também certas desvantagens em relação a arte precedente. O principal dos ganhos é que o leque de formas, materiais e procedimentos são extremamente diversi cados, praticamente inesgotáveis em seu uso, e do mesmo modo, são tênues suas definições não existindo limites muito claros entre os gêneros artísticos os quais se mostram inde nidos e manipuláveis como o desenho, a fotografia, a escultura, a gravura, a pintura etc. A desvantagem é que neste processo utópico de aproximação de arte e vida, um observador desavisado ou não iniciado, sem nenhuma familiaridade na leitura de obras de arte contemporânea, pode ser incapaz de reconhecer ou mesmo se mostrar impossibilitado para identi car um objeto artístico como sendo arte, então este determinado espectador pode estar em face a uma obra artística e mesmo assim não possuir a “chave” para decodi car o que vê, inabilitado de reconhecer e desfrutar tal objeto como sendo uma experiência artística.

Posto isto, me coloco aqui no sentido de intermediar uma leitura parcial das obras de Nei Franclin e Gustavo Ferro. Um aspecto que me atraiu ao me debruçar nesta empreitada é uma vontade construtiva visivelmente expressa no trabalho de ambos. Sou adepto a atitudes edificantes na arte, associadas a elocuções tais como: construir, agregar, somar, … Isto em oposição aos raciocínios que propõe desconstruir, fragmentar, diluir, …

Apesar das especificidades das produções individuais percebe-se nas obras destes artistas uma sintonia de afinidades estéticas, principalmente ao nível das ideias e preferências no fazer artístico. Ambos possuem identificações sob alguns aspectos, as quais permitem uma sincronicidade na geração de conceitos relacionados à arte, isto favorece um fértil campo para atuação individual mas de in uência mútua que acaba estabelecendo uma parceria no desempenho de trabalhos colaborativos, notadamente nas linguagens de vídeo e de expressões sonoras.

Ambos fazem uso de materiais triviais, não artísticos, por vezes através da captura de lixo/resíduo urbano como matéria prima, as obras possuem uma grande porosidade nas linguagens híbridas, as quais resultam num misto de colagem, escultura, fotografia, instalação, etc. Trafegam de maneira fluída e muito natural nestas linguagens sem dilemas ou “encucações” que em outras épocas poderia advir. Nas obras de ambos é perceptível o reconhecimento de um raciocínio formal o qual denota uma intenção deliberada de estranhamento e uma sensação de incômodo.

Gustavo Ferro faz uso de objetos/coisas constituídos de materiais variados, estes artefatos se mostram como são, sem maquiagem, organizados e dispostos em arranjos de maneira poética e subjetiva, onde é perceptível um norte advindo de uma ordem interna particular. Podemos apreender um despojamento na manipulação das formas e dos elementos, no entanto isto se mostra com um interesse por opções constituintes especí cas.

Os trabalhos tridimensionais de Nei Franclin são de escala reduzida, pequenas peças que num primeiro olhar assemelham-se a maquetes – ele tem um interesse declarado na área da arquitetura –, mas também é visível o aspecto pictórico presente nestes objetos.

Nas “pinturas”, as quais tive oportunidade de acompanhar o processo de produção, tem uma aparente casualidade, o uso de suportes não artísticos favorecem esta impressão de estranhamento.

Em ambos nota-se um improviso controlado, nas obras se vê que eles administram o uxo das idéias, concatenado-as com a manipulação dos materiais com os quais tem a nidades, obtendo assim um instigante resultado de tensão visual, onde é perceptível o que o próprio Nei denominou como equilíbrio instável.

Sergio Niculitcheff 

maio de 2011

Para saber mais dos artisas: Nei Franclin |  Gustavo Ferro


					
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